Existem 3 fases da ignorância: Não saber que não sabe. Saber que não sabe. Não saber que sabe. Qual a sua?

sábado, 4 de outubro de 2014

Amar

MAR
SÊ-LO

é desaguar

no que finda de um outro
o começar

sábado, 12 de julho de 2014

Chiando

Comprei uma rede
que é pra ver se
relaxo
Mesmo sem fome ou sede,
diacho!,
faz dias que me
despacho
em chorar

Eu que sou tão
despachada
Tô fresca feito apaixonada
Querendo algo solucionar

Mas e quando o problema não está
na cara
assim
Como é que é que faz pra melhorar?

Pra mim,
que embaraço era coisa rara,
tomei foi um servido tapa na cara,
quando quis das dúvidas escapar.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Filosovida

Hoje me convida
a vida
menos ávida
e ansiosa
Ser

Um ser
que surge
Ressignificando 
Os passos dos dias

Um junho
que de inferno
nada!
só Alto
Astral

Um poema
pessoal
para o pessoal
que me queira
pessoalizar


quarta-feira, 21 de maio de 2014

(des)Maio

É bom cumprir os padrões, é correto. É seguro moralmente. Mas é tão simples desconstruí-los, pois eles se entregam facilmente. 
Questionáveis, rasos, ocidentais.
É quase ir contra a História quando se vai contra os padrões (muito embora já seja fato social a revolta e a revolução). 
A cidade, o urbano. E quando uma construção social ganha de outra? É inútil lutar por ela, afinal, também é só um contexto, um recorte espaço-temporal?
E quando, porém, enroscamo-nos em padrões afetivos? 
Se consigo enxergar o nadismo sem sentido dos padrões que afogam tudo, não há motivos de me privar em escrever. É chocante para quem não enxerga isto. para quem acha que esse nada é o tudo. Não é um vazio total que existe na existência. eu resisto apaixonada, esperançosa com e pelo mundo, pelo Outro, pelo Público. Não vai ser possível ser feliz, é injusto demais com aqueles que não podem ser, mas ser verdadeiro é mais importante.